Gestão ambiental

Para além da redução do impacto direto das operações, investimentos contemplam olhar preventivo UNGC-7, 8, 9

Em sintonia com as Diretrizes de Sustentabilidade, a gestão ambiental da EcoRodovias tem como compromisso principal a adoção das melhores práticas para a conservação e a mitigação de impactos no meio ambiente. O Sistema de Gestão Integrada (SGI) estabelece as metas para aprimorar a gestão de recursos naturais, dar preferência a alternativas menos poluentes de operação, reduzir o consumo de insumos e materiais e destinar corretamente os resíduos provenientes das atividades da Companhia.

O aprimoramento dessas práticas e o trabalho de monitoramento dos indicadores seguem as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e o reporte do balanço social do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) – importantes ferramentas de evolução para a gestão.

Nas concessões de rodovias e operações logísticas e portuárias, o Grupo aposta na conquista de certificações diversas sobre saúde, segurança e meio ambiente – como ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001 – para assegurar a padronização de sistemas e procedimentos nas unidades de negócio.

Desde 2011, todas as concessões rodoviárias do Grupo contam com as certificações de segurança e meio ambiente – na ECO101, operada desde 2013, isso deverá ocorrer em 2015. Durante o ano, houve avanços na preparação da Elog (Clia Santos) para certificar-se na ISO 14001, com previsão, também, para 2015. Além disso, foi iniciada a preparação para o Grupo EcoRodovias se autodeclarar aderente aos requisitos da ISO 26000, ligada à responsabilidade social, em 2015.

R$ 9,2 milhões
foram investidos pela EcoRodovias em projetos, obras e iniciativas ambientais. Os investimentos se mantiveram estáveis com relação ao ano anterior GRI G4-EN31

 

Inovação, pesquisa e redução de impactos

GRI G4-EN27

Desde 2009, o Grupo possui um laboratório de pavimentação próprio, credenciado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) na norma ISO/IEC 17025. Para que isso acontecesse, a empresa contratou uma consultoria especializada e deu início à participação em Programas Interlaboratoriais de Asfalto. Em 2010, o laboratório foi recomendado para a acreditação da norma pelo Inmetro.

A busca por avanços e melhorias depois da acreditação é uma constante no laboratório, que busca aumentar o apoio a todas as concessões. Essa atuação ficou clara na participação que as demais empresas controladas tiveram em relação aos ensaios realizados para a Ecovias dos Imigrantes, local de instalação do laboratório. Em 2014, o percentual de ensaios para as demais unidades em relação ao total chegou a 16,96%, variando mês a mês, conforme as necessidades de cada unidade de negócio.

Normalmente, os ensaios estão relacionados a: a) materiais asfálticos; b) ponto de amolecimento (anel e bola); c) pontos de fulgor e de combustão em vaso aberto Cleveland – derivados de petróleo; d) viscosidade em temperaturas elevadas usando um viscosímetro rotacional (material asfáltico de alta viscosidade); e e) viscosidade Saybolt Furol (material asfáltico).

Para a Ecopistas, são feitos ensaios periódicos (semanais a quinzenais); nas demais unidades, são ensaios pontuais de checagem de ligantes asfálticos, projetos de misturas e ensaios de dano por umidade induzida, eventualmente apoiando estudos de laboratórios locais.

Além disso, há iniciativas específicas para temas ambientais, desenvolvidas dentro de cada unidade de negócio:

  • Materiais – as empresas controladas utilizam papel reciclado e são incentivadas a abastecer seus veículos com etanol. Para diminuir a geração de resíduo, fresados de asfalto são usados para a contenção de encostas, fundações, camadas de pavimento, pátios e outros. Em 2014, a Ecocataratas estendeu o uso de etanol a toda a sua frota veicular de uso direto.
  • Água – além das campanhas de conscientização, o Grupo faz manutenção de poços artesianos e aposta em sistemas de controle de vazão em sanitários. Atualmente, nenhuma unidade de negócio utiliza água de reúso em seus processos. GRI G4-EN10
  • Emissões – veículos fretados fazem o transporte de colaboradores e algumas, como Ecocataratas, monitoram o fator de emissão de parte de sua frota. Outra ação para reduzir o consumo de combustível, as emissões, a poluição sonora e outros impactos decorrentes do transporte é o estímulo a caronas e deslocamentos conjuntos. Além disso, as controladas investem em videoconferências para reduzir deslocamentos e na modernização e substituição de frota de veículos, a fim de obter maior eficiência. GRI G4-EN30
  • Poluição sonora – plantio de vegetação, utilização de asfalto-borracha (mais silencioso, aplicado na Ecopistas, por exemplo) e outras tecnologias e processos são implantados para minimizar os ruídos à beira de rodovias. O monitoramento de ruídos ambientais é feito regularmente na Ecopistas e na Ecocataratas.
  • Resíduos – unidades como Ecovias dos Imigrantes e Ecopistas utilizam material asfáltico reciclado e promovem a coleta seletiva em todos os pontos administrados.

Indicadores ambientais

Gestão de resíduos

A Companhia opera em sintonia com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), destinando adequadamente todos os tipos de resíduos gerados nas operações, segundo metas anuais para cada unidade de negócios. Em 2014, foram geradas 16 mil toneladas de resíduos não perigosos, dos quais 100% foram encaminhados para reciclagem ou aterro sanitário.

Derramamentos e ocorrências: olhar preventivo

Treinamentos e simulados são organizados trimestralmente para os colaboradores das concessões rodoviárias, no Ecoporto Santos e na Elog, no intuito de prevenir acidentes e derramamentos significativos.

Por meio dos programas de atendimento a emergências e do Programa de Redução de Acidentes (PRA), a Companhia busca reduzir o volume de ocorrências nas estradas. Nos períodos de treinamento e simulado, as pistas são fechadas para situações de tombamento de cargas e encostas, acidentes de caminhões com produtos químicos e vítimas, colisões, remoção de vítimas e tempo de resgate.

Em 2014, foram organizadas iniciativas preventivas nas seis concessões rodoviárias. A EcoRodovias registrou 16 episódios de derramamentos, relacionados a acidentes de veículos de carga e ocorrências com cimento asfáltico. Os casos mais relevantes ocorreram na Ecovia (rodovia BR-277), altura do município de Morretes, onde houve vazamentos de óleo de xisto (12 mil metros cúbicos) e resina de madeira (38,1 mil m³). Os impactos ambientais foram mitigados com a construção de barreiras de contenção e a instalação de barreiras de rio e mantas absorventes. GRI G4-EN24

Pegada hídrica

Há quatro anos, todas as empresas controladas possuem metas anuais para diminuir o consumo de água. Ações de conscientização, mudanças de equipamentos e tecnologias de captação e uso de água são alguns dos principais recursos. Em 2014, o consumo de água na Ecosul foi 11% menor, fruto de diversas ações de troca de equipamentos e campanhas de sensibilização.

Energia

Programas de eficiência energética norteados por pesquisas conduzidas pela Diretoria de Tecnologia e melhorias operacionais, algumas delas apoiadas por metodologias consolidadas, como Lean Six Sigma, proporcionaram, mesmo com a entrada da ECO101 no escopo dos cálculos, incremento de apenas 1% no consumo de energia total do Grupo. A unidade mais eficiente foi a Ecovias (SP), com redução de 17% em seu consumo de energia em relação ao ano anterior. Considerando o total de consumo de energia elétrica (46.230.833 kWh) e o número de empregados (6.192), a intensidade energética do Grupo EcoRodovias é de 7.466,219 t. GRI G4-EN5

Gases de efeito estufa GRI G4-EN19

Desde 2012, a EcoRodovias relata sua performance de emissões de gases de efeito estufa ao Carbon Disclosure Program (CDP). O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos que fornece o único sistema global para empresas e cidades medir, divulgar, gerenciar e compartilhar informação ambiental vital. Em 2014, o Grupo foi reconhecido como uma das dez empresas mais transparentes do País, em ranking próprio do CDP, como reflexo da qualidade da informação monitorada e reportada à sociedade. Em 2014, o Grupo registrou redução total de 12% em suas emissões do escopo 1. Essa redução se deu principalmente em função de melhorias operacionais focadas em eficiência, aplicadas a todos os negócios do Grupo. Como prática já consolidada, a EcoRodovias estabeleceu meta de redução de emissões de GEE atrelada à remuneração variável de seus executivos e primeiro e segundo escalão, alavancando iniciativas que visam à performance ambiental. Os resultados dessa meta podem ser observados no quadro abaixo. Já com relação ao escopo 2, houve um incremento nas emissões, na ordem de 40%. Isso se deve à inclusão da ECO101 no inventário de emissões e ao aumento significativo do fator de emissões para cálculo, por conta da utilização cada vez mais comum de termelétricas no Brasil.

2,4%
foi o percentual de redução obtido nas emissões relativas a diesel das concessionárias de rodovias. Esse resultado foi alavancado por uma série de ações com foco em eficiência. A meta inicialmente proposta foi de reduzir 0,5% (2014 x 2013)

2,6 toneladas
de CO2/colaborador GRI G4-EN18 é a intensidade das emissões de escopo 1 (diretas) do Grupo

 

Total de emissões por negócio (tCO2)* GRI G4-EN15, G4-EN16, G4-EN17

 

Escopo 1

Escopo 2

Escopo 3

Concessões

5.996

3.604

2.052

Elog

2.730

1.532

94

Ecoporto Santos

7.841

1.126

133

Total

16.567

6.263

2.280

*Considera os seguintes gases: CO2, CH4, N2O e HFCs.

Biodiversidade GRI G4-EN11

A EcoRodovias apoia a manutenção de parques e áreas de preservação nas proximidades das rodovias e realiza campanhas de combate ao comércio ilegal de plantas e animais. Cada concessionária tem autonomia para traçar suas metas e definir a gestão dos impactos, sempre em linha com as Diretrizes de Sustentabilidade.

A Ecovias, a Ecovia e a Elog são as unidades de negócio situadas próximo ou dentro de áreas protegidas ou de alto valor de biodiversidade. No caso da Ecovia, as áreas situam-se nas rodovias BR-277 (APA estadual do Rio Pequeno, AEIT do Marumbi, APA estadual de Guaratuba e Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange), PR-508 (Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange) e PR-407 (Floresta Estadual do Palmito).

Já a Ecovias e a Elog têm operações – postos de pedágio, postos de pesagem e interligações – dentro e nas adjacências do Parque Estatual da Serra do Mar, uma das maiores reservas de Mata Atlântica do Brasil.

Entre os projetos de gestão da biodiversidade executados pelas unidades estão:

  • Ecopistas – a campanha Segure o Bicho, implantada há quatro anos, tem o objetivo de diminuir o atropelamento de animais nas pistas.
  • Ecovia – o programa de monitoramento da fauna atropelada, implantado em 2008, registrou 527 animais acidentados em 2014. A concessionária desenvolve também um projeto de mapeamento, quantificação e identificação de árvores exóticas e que invadem as linhas de tráfego nas rodovias BR-277, PR-508 e PR 407. Entre 2010 e 2014 já foram remanejadas 1.520 árvores desse tipo.
  • Ecocataratas – a concessionária mantém um levantamento da fauna atropelada que se concentra entre Guarapuava e Foz do Iguaçu (PR), por causa da incidência de acidentes nesse trecho. No programa relacionado à flora, a empresa tem compromisso firmado com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).Um projeto implantado em 2013 e que se estendeu por 2014 está relacionado à construção e adequação de bacias de contenção para produtos químicos perigosos em pontos distintos.
  • Ecosul – um dos investimentos está nas palestras em escolas, a fim de promover a educação ambiental. A concessionária também promove campanhas para usuários. Outro plano é realizar campanhas em praças de pedágio, com distribuição de panfletos a respeito de curiosidades da fauna regional.