Diretrizes de Sustentabilidade

Olhar de longo prazo direciona nossos investimentos, abarcando as dimensões social, ambiental e econômica da sustentabilidade

Desde a obtenção de suas primeiras concessões, ao final da década de 1990, o Grupo EcoRodovias tem convivido com o desafio de traduzir preocupações sociais, econômicas e ambientais em investimentos que garantam a geração de valor responsável e a gestão adequada dos impactos naturais do negócio.

Consciente da relevância da responsabilidade socioambiental sobre os resultados financeiros e não financeiros, incluindo aspectos reputacionais, éticos, de relacionamento com a comunidade e de produção de resultados de médio e longo prazos, a Companhia investe na incorporação do tema em sua governança.

Um dos principais insumos para isso são as Diretrizes de Sustentabilidade, conjunto de oito temas que norteia o modelo de negócios do Grupo, conforme descrito a seguir.

  • Qualidade: por meio de um sistema baseado na ISO 9001, atender às necessidades das unidades de negócio e de seus colaboradores e equipes.
  • Gestão por processos: gerenciamento das unidades por meio de processos sinérgicos e integrados, com indicadores, sistemas e monitoramento contínuos.
  • Meio ambiente: por meio de sistemas de gestão pautados pela ISO 14001, garantir a economia de recursos naturais, a eficiência dos ativos e equipamentos e a redução de emissões de poluentes e outros impactos ambientais significativos.
  • Mudanças climáticas: planejar e executar ações que reduzam as emissões de gases de efeito estufa (GEE) da Companhia, além de fomentar a eficiência energética, o uso de fontes renováveis e a proteção de áreas verdes adjacentes ou de propriedades da EcoRodovias. GRI G4-2
  • Responsabilidade social: o pilar aborda aspectos como direitos humanos, ética, combate à corrupção, relações com fornecedores e valorização da diversidade.
  • Segurança no trabalho: balizado pela norma OHSAS 18001, implantar nas unidades de negócio um ambiente laboral seguro e saudável para colaboradores e prestadores de serviço.
  • Ouvidoria: manter as portas abertas para acolher denúncias, sugestões e queixas dos diversos públicos de interesse, investir em transparência e assegurar acessibilidade e comunicação direta entre os canais de denúncias e os stakeholders.
  • Conflito de interesses: controlar permanentemente ocorrências dessa natureza, por meio de uma governança robusta, articulada e capaz de assegurar a equidade e a transparência nas decisões corporativas.

Diretrizes permitem incorporações de critérios sociais e ambientais às práticas de governança.

Olhar de longo prazo

GRI G4-15

Iniciativas, pactos e diretrizes que influenciam as estratégias do Grupo

Pacto Global – signatária dos compromissos da ONU desde 2014, a Companhia compromete-se em garantir condições dignas de trabalho, contribuir para o desenvolvimento e desenvolver negócios éticos, íntegros e justos, entre outros aspectos

Global Reporting Initiative (GRI) – desde 2007 produzindo relatos pautados pela metodologia, a EcoRodovias utiliza as ferramentas de coleta e divulgação de desempenho socioambiental para aprimorar sua gestão nas unidades de negócio

Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) – anualmente, são divulgados os resultados financeiros e não financeiros por meio da metodologia de balanço social

Empresas pelo Clima (EPC) – membro da plataforma desde 2009, o Grupo compromete-se com práticas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, adquire insumos para contribuir com políticas públicas sobre mudanças climáticas e compromete-se com a gestão de riscos sobre o tema

Carbon Disclosure Project (CDP) – desde 2012, são divulgados balanços de emissões baseados nas diretrizes dessa iniciativa, promovida por investidores institucionais a fim de incentivar a transição para uma economia de baixo carbono

Inovação e Sustentabilidade na Cadeia de Valor (ISCV) – projeto voltado a promover a inovação socioambiental a partir de pequenos e médios negócios na cadeia de valor de grandes empresas

Na Mão Certa – iniciativa da Childhood Brasil que estimula o combate à exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras

Materialidade GRI G4-24, G4-25, G4-26, G4-27, G4-45

Outra prática importante para a atualização das estratégias e do modelo de negócio da EcoRodovias é a realização de consultas e ações de engajamento, a fim de mapear os temas mais relevantes de gestão segundo a percepção dos públicos interno (liderança e colaboradores) e externo (fornecedores, clientes, poder público, formadores de opinião etc.).

Em 2014, a Companhia realizou seu terceiro teste de materialidade, dando sequência ao modelo de consultas internas e externas iniciado em 2011. Na ocasião, foram envolvidos 230 stakeholders, em três estados no Brasil (São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul), resultando na definição de nove temas materiais (veja quadro).

Outra ação importante do ano foi o primeiro workshop de sustentabilidade do Grupo EcoRodovias, organizado em outubro, em São Bernardo do Campo (SP). No total, cerca de 60 pessoas de todas as unidades de negócio discutiram e apresentaram, durante dois dias, seus projetos e iniciativas, além de assistir a palestras de especialistas da área. Em 2015, está prevista a segunda edição do encontro.

Materialidade do Grupo EcoRodovias – abordagem, valor estratégico e extensão

Temas materiais / aspectos GRI G4-19

Posicionamento

G4-27

Extensão dos impactos* (dentro)

G4-20

Extensão dos impactos* (fora da Companhia)

G4-21

Correlação com Diretrizes de Sustentabilidade

Trabalho infantil

Controlar riscos e combater e prevenir o uso de mão de obra infantil nas operações e na cadeia de fornecimento

Colaboradores

Fornecedores

Comunidade

- Responsabilidade social

- Ouvidoria

Ética e integridade

Disseminar e comunicar à sociedade valores éticos e de conduta da Empresa, disponibilizando, ainda, canais e políticas de relacionamento e transparência com a sociedade

Colaboradores

Fornecedores

Poder público

Usuários e clientes

Comunidade

ONGs

- Responsabilidade social

- Ouvidoria

- Conflito de interesses

Trabalho forçado ou análogo ao escravo

Controlar riscos, combater e prevenir o uso de mão de obra escrava ou forçada nas operações e na cadeia de fornecimento

Colaboradores

Fornecedores

Comunidade

- Responsabilidade social

- Ouvidoria

Saúde e segurança no trabalho

Desenvolver sistemas, políticas e normas que ofereçam a colaboradores e terceiros condições laborais saudáveis e seguras, preservando sua integridade física

Colaboradores

Fornecedores

Poder público

- Segurança no trabalho

- Gestão por processos

Saúde e segurança do cliente

Avaliar e mitigar os riscos dos serviços prestados ao cliente, com ênfase na prevenção de acidentes e ocorrências nas rodovias sob concessão e nas operações logísticas

Colaboradores

Usuários e clientes

Comunidade

Poder público

- Qualidade

- Gestão por processos

Práticas de segurança

Garantir que os colaboradores obedeçam às melhores práticas de direitos humanos e de respeito às pessoas

Colaboradores

Fornecedores

Usuários e clientes

Comunidade

 

- Qualidade

- Gestão por processos

- Ouvidoria

Combate à corrupção

Avaliar atividades e operações de risco, garantir o cumprimento das diretrizes de ética e conduta nos negócios e qualificar colaboradores e equipes em relação ao assunto

Colaboradores

Poder público

Fornecedores

Acionistas e investidores

 

- Responsabilidade social

- Ouvidoria

- Conflito de interesses

Governança

Assegurar práticas de governança de referência no setor e no ambiente corporativo brasileiro, com ênfase em transparência, equidade, prestação de contas e conformidade

Colaboradores

Poder público
Acionistas e investidores

- Gestão por processos

- Ouvidoria

- Conflito de interesses

Comunidades locais

Gerenciar impactos sobre a comunidade e contribuir para o desenvolvimento local, com foco em educação para o trânsito, geração de renda, educação ambiental e cidadania

-

Comunidade

Poder público

ONGs

- Responsabilidade social

- Ouvidoria

* A extensão dos impactos indica os principais locais e públicos, dentro e fora das operações do Grupo, em relação aos quais os temas materiais são mais críticos.

Mudanças climáticas em foco

GRI G4-EC2

O Grupo monitora permanentemente as implicações financeiras e os riscos relacionados às mudanças climáticas e seus impactos no cotidiano da Companhia.

Entre os aspectos críticos, hoje, estão desastres naturais e precipitações, que podem causar perdas materiais e de ativos (estrutura de estrada, veículos, equipamentos, cargas em armazéns e contêineres etc.) e afetar as safras nacionais de grãos e demais commodities, impactando a circulação de carga por rodovias e centros logísticos; e mudanças na demanda de tráfego e serviços, em decorrência de alterações climáticas e de estações.

Entre os métodos de gerenciamento de tais riscos estão o monitoramento das rodovias por sistemas, o acompanhamento de condições climáticas e a contratação de seguros específicos para proteção dos ativos.